segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Aquela breja (?)
Deu um abraço apertado no amigo de longa data. Tão perto, tão longe. A cena se repetiu apenas quatro vezes nos últimos três anos. Só podia ser assim. Havia um oceano inteiro no meio do caminho.
Viveu ao lado da integrante mais velha da família por um bom tempo. É neto com avó, avó com neto. Viraram amigos, companheiros. Hoje, a voz dela vem apenas pelo telefone.
Havia 70 pessoas na sala de aula. Podia escolher em que grupo ficar. Podia ficar ali, podia correr para o bar, podia ir ao debate ao lado dos três melhores amigos. Pouco mais de um ano depois, todos viraram uma foto pequena no chat à direita da tela.
Cresceu esmagado diariamente entre o irmão mais velho e a irmã mais nova. Ele casou, foi embora e não sabe mais jogar futebol de botão, embora, dizem, continua fazendo as faltas infantis no futebol de verdade. Ela foi morar quase entre aviões e continua bem longe.
Trabalhou no mesmo lugar que eles. Juntaram-se todos. Depois, cada um foi para um canto: televisão, redação, produtora, assessoria. Assinaram um contrato: era preciso se encontrar a cada mês, se possível, a cada semana.
Chamava o pai, chamava a mãe. É difícil quando a coisa aperta de verdade. É preciso recorrer àqueles que te conhecem melhor que ninguém. Ele, agora, pelo telefone. Às vezes, frente a frente. Ela, que foi morar na floresta, por mensagem.
- Precisamos marcar aquela breja, né?
- Claro, é só marcar.
O diálogo dos amigos se repetiria dali a três meses, nas mesmas condições.
Vive assim. Como se fosse clipe de Chico, aquele do sinal fechado. Precisa correr. Esse texto já lhe consumiu muito tempo.
Quem sabe uma cerveja no dia que der para você, amigo.
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Opa, bora tomar essa cerveja...
ResponderExcluirEMBO já!
ResponderExcluirEMBO!!! Poderíamos fazer um barzinho num fim de semana com as esposas!
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