sexta-feira, 15 de junho de 2012

Íngreme, mas nem tanto

Encarava as fases e os desafios da vida como ruas íngremes. Era estranho, porque algumas vieram à tona cedo demais. Outras, tarde o bastante para serem superadas e odiadas, como se uma fosse combustível da outra.

Passei por uma, duas, três, quatro dessas subidas quase intermináveis. Enfim, há pouco tempo, achei que elas deixariam de existir. Não. Não era tão simples. Não era realidade. Não existiu caminho plano, tampouco plenitude.

Achara, por vezes, que a 3ª subida da vida era a menos íngreme e pensara em voltar àquela fase. Desistira, contudo, depois de pensar que teria que refazer o caminho no exílio, às moscas, com saudade, com dinheiro e sem aconchego.

Mas por que insistir em enxergar esses capítulos de forma tão negativa? Por que tentar entender, quase à exaustão, a causa disso tudo? Como se fosse possível juntar os erros e isso fosse um atalho do atalho para a rua mais fácil de caminhar.

Mirava o topo, mirei de novo, mirei o novo. Entendera, assimilara e, então, continuara a trilhar o caminho. Devagar e sempre. Em direção ao topo que não corresponde ao ponto mais alto da cidade.

Andei, literalmente, por uma rua íngreme depois de mais um dia de trabalho. Entendi a certa altura da caminhada --e da vida --que haverá fases repletas de subidas e descidas. Seja com 30, 40, 50, 60 ou 70.

Um comentário:

  1. O mundo é cíclico. Tudo que vai, um dia volta. A vida tem subidas e descidas. Algumas íngremes, sim, mas outras nem tanto. O que ela precisa de você é coragem para acreditar que vai passar e força para continuar lutando com unhas, dentes e bom humor. Eu te amo =)

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