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Encarava
as fases e os desafios da vida como ruas íngremes. Era estranho, porque
algumas vieram à tona cedo demais. Outras, tarde o bastante para serem
superadas e odiadas, como se uma fosse combustível da outra.
Passei por uma, duas, três, quatro dessas subidas quase intermináveis.
Enfim, há pouco tempo, achei que elas deixariam de existir. Não. Não era
tão simples. Não era realidade. Não existiu caminho plano, tampouco plenitude.
Achara, por vezes, que a 3ª subida da vida era a menos íngreme e
pensara em voltar àquela fase. Desistira, contudo, depois de pensar que
teria que refazer o caminho no exílio, às moscas, com saudade, com
dinheiro e sem aconchego.
Mas por que insistir em enxergar
esses capítulos de forma tão negativa? Por que tentar entender, quase à
exaustão, a causa disso tudo? Como se fosse possível juntar os erros e
isso fosse um atalho do atalho para a rua mais fácil de caminhar.
Mirava o topo, mirei de novo, mirei o novo. Entendera, assimilara e,
então, continuara a trilhar o caminho. Devagar e sempre. Em direção ao
topo que não corresponde ao ponto mais alto da cidade.
Andei, literalmente, por uma rua íngreme depois de mais um dia de
trabalho. Entendi a certa altura da caminhada --e da vida --que haverá
fases repletas de subidas e descidas. Seja com 30, 40, 50, 60 ou 70.