quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Uma corrida no Monza e um pai bonachão: 18 anos.

8 de setembro de 1991: GP de Monza, na Itália.

Ayrton Senna da Silva lutava pelo terceiro título mundial.

Eu, um pequenino moleque, assistira ao treino oficial no sábado, dia 7. A companhia reticente do meu irmão era parte da estratégia pró-Senna (em outras palavras, supersticiosidade). Chegara então a corrida.

Dez para às nove meu antigo rádio relógio marrom despertou e, então, de pijama e com o travesseiro a tiracolo, corremos para a tv. A energia elétrica, vital para o funcionamento da mesma, se fez inimiga e fez com que os pequenos fãs não pudessem ver a corrida.

Mas a avidez era maior. Com a maior coragem desse mundo, acordamos o dono do Monza vermelho ano 86- placa NM-5642 que estava parado na garagem do nosso sobrado. Para espanto geral daquela casa da zona oeste paulistana, meu pai topara e rapidamente usara o Monza vermelho como provedor de energia.

Assistimos a corrida no banco da frente do carro, com a minúscula televisão da cozinha. Ayrton, que largara na pole naquele dia, não venceu a corrida, porém, eu nunca me esqueci do dia que assisti ao Gp de Monza no Monza vermelho.

Só um detalhe: a bateria do carro partiu dessa para melhor depois da corrida e meu pai precisou comprar outra nova. Lembro-me de suas palavras: "Olha o que seu Ayrton Senna fez", disse ele categoricamente.

Mas para um moleque de nove anos isso não importava, Ayrton era quase tri.

2 comentários:

  1. Diego..
    Algumas pessoas possuem o dom de equilibrar sensibilidade e inteligência na dose certa. Acrescente à essa mistura uma grande quantidade de talento ao escrever e o resultado não pode ser outro: Que o Universo sempre conspire em nome da sua felicidade. Parabéns pelo blog.

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  2. Ficou do caralho.

    Fazia bastante tempo que não lia algo seu, desde a época do cursinho para ser mais exato.
    Você sempre escreveu bem, agora está ficando cada vez melhor.
    Continue assim, meu querido.

    "Nossa vitória não será por acidente"

    Matheus Steinmeier

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