quinta-feira, 30 de julho de 2009
Eterno saudosismo
ABRE PARÊNTESES.......Eu sempre soube do meu culto ao passado. Sempre souberam dele. Sou chato, daqueles que fazem um paralelo quase desmedido do presente com tempos remotos. Mesmo que eu não tenha vivido nada - são ínfimos 27 anos - teimo em insistir no passado. Do tempo em que a seleção brasileira jogava com 2 zagueiros, 3 meias e 5 no ataque (vide Copa de 50). Do tempo em que todo time tinha um craque de bola e era fácil encher o Morumba com mais de 100 mil pessoas. Do tempo em que o Bangu faturava o campeonato carioca - o último em 66 - e os juventinos atrapalhavam a vida dos grandes de São Paulo. Do tempo que cruzava-se a Marginal em 20 minutos ou em que o Rock nacional era pródigo com a sociedade. Do tempo em que jornalista não precisava de diploma e ninguém fazia alarde para essa irrelevante medida. Do tempo em que muito mais cidadãos sujavam os dedos com os jornais impressos. Do tempo em que eu jogava botão e não Winning Eleven versão 5.6 Turbo. Sim, não me acanho em dizer. A modernidade e a globalizacão, veneradas e bem quistas por boa parte do mundo, são descartáveis para mim - apenas abro exceções, como nesse momento. Elas dimunem a distância cultural e geográfica, porém aumentam a distância psicológica. O mercado exige profissionais conceituados e expelem pessoas enlatadas - adequadas somente àquilo que se pede. É necessário fluência em três, quatro idiomas, enquanto a língua portuguesa é assassinada. Súditos e vassalos, reverenciem a competição. Moldem-se à sociedade. Tratem as pessoas com inimizade. Façam amigos pensando no próximo emprego. Criem uma teia de contatos. Façam parte dessa fétida hipocrisia. Nunca se sabe quando o sistema vos engolirá. E eu, pobre servo apocalíptico, continuo a reverenciar o passado......FECHA PARÊNTESES.
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Cara, que comentário maduro! Fiquei mais feliz do que impressionado, porque sei que este fruto vem de uma boa árvore... parabéns e continue sendo sempre isso: verdadeiro e espontâneo. Abração e um super sucesso neste blog.
ResponderExcluirAlguma pessoas possuem o dom de equilibrar sensibilidade e inteligência na dose certa, esse é o seu caso Diego.
ResponderExcluirTexto seguro, repleto de personalidade, que não deixa dúvidas sobre quem é o autor de tais palavras tão bem colocadas.
Nunca se esqueça que viver é um ato de fé, fé em tudo que acreditamos.
Parabéns pelo seu blog, tenho certeza que você
vai ser um grande sucesso como jornalista.
Me sinto honrada de ser sua mãe.
Te amo!
São, 27 anos pra vc, 28 anos pra mim. E nós que pertencemos a essa geração tecnológica e on line; mas graças a Deus tivemos chance de saber que a vida tinha um outro lado. Tivemos a chance de nos deliciar com coisas tão simples, como brincar na rua, dar um telefonema de feliz aniversário em vez de deixar um scrap no orkut, as relações eram mais humanas, cheias de valores e sentimento. Talvez nem todos consigam notar... pois a onda da tecnologia já tenha varrido tudo. É bom saber que não nado sozinha contra a corrente!
ResponderExcluirAdorei seu texto, sou da mesma opinião!
Janaina Marquesini